1 INTRODUÇÃO  As relações mantidas pelas pessoas englobam uma série de factores psíquicos, que nos remetem a fazer análises e a sinteti...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

TÉCNICAS DE ESTUDOS PARA EXAME DE ADMISSÃO ( PARTE 2)

                                               Ola amados leitores

Hoje trouxe os métodos ( a parte 2) para te ajudar a estudar nessa corrida dos exames de admissão. Não São metidos teóricos, eu usei e deu certo e por isso estou aqui a partilhar minha experiencie para vocês

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Identifique seus objetivos. Antes de começar a estudar, é importante identificar quais são seus objetivos. Defina uma nota como objetivo para cada exame e pense sobre o que você precisa fazer para alcançar essa nota.
Seja realista; considere o quão bem você está indo durante o ano todo, o quão bom é o seu entendimento das matérias e qual o espaço de tempo que você tem para estudar.
Também não defina suas metas para baixo. Tente se esforçar e concentrar-se para atingir todo o seu potencial.
 
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Faça um plano de estudo. Fazer um plano de estudo eficaz e realista é um componente vital para ir bem nas suas provas finais. Ao planejar o seu estudo, você pode garantir que você terá cobrido toda os materiais necessários até a época em que os exames começarem, minimizando o estresse e maximizando a produtividade. Aqui estão algumas coisas que você precisa considerar: 

Mantenha a sua programação. Um cronograma de estudo não é bom se você não cumpri-lo. É por isso que ele precisa ser realista. Considere pausas e eventuais distrações quando planejar, de modo que não haverá desculpas quando chegar a hora. Se ajudar, pense no horário de estudo como um trabalho. Você não tem outra opção senão fazê-lo.
 
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Comece a estudar com antecedência. Isto pode parecer óbvio, mas quanto mais cedo você começar a estudar, mais preparado você estará na hora da prova. Começar cedo garante que você vai ter tempo para cobrir todo o material necessário, tempo para fazer exames de prática e talvez até mesmo tempo para fazer algumas leituras extras, o que lhe dará uma vantagem no dia. Ao começar a estudar com antecedência, você também vai se sentir menos estressado e ansioso e terá mais confiança em si mesmo. 

Idealmente, você deve fazer o estudo parte da sua rotina semanal durante o ano letivo, e não apenas chegando perto dos exames. Você deve se preparar para as aulas, fazendo as leituras necessárias, junto com uma leitura extra em torno do tema em discussão. Comprometa-se com seus professores, faça perguntas sobre qualquer coisa que você não entende e tome notas extensas, pois estas serão uma ferramenta de estudo inestimável mais tarde. Depois da aula, reveja o material e reescreva ou digite as notas que você tomou durante a aula. Isso vai ajudar você a assimilar as informações muito melhor quando chegar a época do exame.

Não procrastine. Todo mundo é culpado de procrastinação em algum momento, mas chegando aos exames finais você deve fazer um grande esforço para evitá-la. Veja o seu horário de estudo como se escrito em pedra. Realmente estude quando você diz que vai fazer isso, assim você minimiza o risco de de passar a semana anterior ou à noite antes do exame inteira estudando. Por mais tentador que seja adiar estudo até o último momento possível, estudar tudo tão perto dos exames é uma forma ineficaz de estudar. Isso diminui as chances de que você realmente assimile todas as informações e aumenta drasticamente os níveis de estresse. Portanto, não procrastine!
 
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Reúna seus materiais. Reúna e organize todos os materiais e recursos necessários para que você possa gabaritar seus exames. Junte suas notas de aula, testes antigos e deveres, apostilas de aula, provas de exames passados e livros relevantes.
Use pastas, marcadores e post-its para organizar o material e tornar a informação importante facilmente acessível.
Leia suas anotações de aula e sublinhe quaisquer palavras-chave, fórmulas, temas e conceitos. Suas notas de aula são um recurso de estudo inestimável e já que são mais sucintas do que os livros, podem lhe dar alguma pista sobre o que é mais provável que o professor enfatize no exame.
Peça emprestado as notas de um colega de classe para comparar com as suas, caso você ache que existem lacunas. 

Encontre alguns textos diferentes dos que você usa normalmente. Um livro didático alternativo pode fornecer informações extras que farão você se destacar do resto da classe, ou pode explicar alguma definição de uma forma que permita compreendê-la totalmente pela primeira vez.
 
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Escolha um local de estudo. Escolher o local certo é um aspecto importante do estudo eficaz. O local de estudo ideal varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas podem preferir trabalhar em casa, onde pode-se pegar uma xícara de café ou um lanche sempre que lhe apetecer. Outros preferem trabalhar em uma biblioteca, onde eles ficam cercados por outros indivíduos focados e têm o mínimo de distrações. Você precisa descobrir o que funciona para você. Pode ser um processo de tentativa e erro útil encontrar a configuração que funciona melhor para você, ou você pode achar que uma combinação de diferentes locais torna o processo menos monótono e mais fácil de manter também.
 
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Vá às monitorias. As monitorias são um serviço que a maioria dos alunos é muito preguiçosa ou muito medrosa para aproveitar. No entanto, a maioria dos professores ou dos monitores ficam muito satisfeitos em ver os alunos tendo um interesse e ficarão mais do que satisfeitos em responder qualquer dúvida ou solucionar quaisquer dúvidas que você possa ter.
Apenas se esforçando para ir às monitorias, você já está dando ao professor uma impressão favorável de você, que pode influenciar o pensamento dele quando corrigir o seu exame.
Discutir o material do curso com o professor também pode lhe dar alguma pista sobre o que ele/ela considera ser os temas mais importantes do curso e, assim, o mais provável que venha a cair no exame. Ele ou ela também pode ser capaz de colocá-lo na direção certa quando se trata do tipo de exame e o que eles vão estar procurando no exame.
 
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Organize um grupo de estudo. Os grupos de estudo podem ser uma ótima ideia para as pessoas que têm dificuldade para motivar-se para estudar. Escolha um grupo de pessoas que você gosta e com quem você trabalhe bem, e organize uma sessão de estudo de duas ou três horas uma vez por semana. Em um ambiente de grupo, você pode trocar idéias com outras pessoas, trabalhar em conjunto em problemas difíceis, e fazer perguntas que você tenha medo de fazer ao professor. Você também pode ser capaz de dividir a carga de trabalho entre vocês.
Por exemplo, se você está estudando a partir de um livro com capítulos longos e complicados do qual é necessária apenas uma informação chave, você pode tentar separar um capítulo para cada e resumir seu conteúdo para todos no grupo. Desta forma, você pode cobrir uma grande quantidade de informações em um espaço relativamente curto de tempo.
Ao trabalhar em um grupo de estudo, é importante que todo o grupo esteja num nível semelhante e tem uma mesma ética de trabalho. Caso contrário, o grupo de estudo não vai funcionar, já que uma pessoa pode acabar fazendo todo o trabalho, ou outra pode ser deixada completamente para trás. Não se sinta mal se você precisa sair de um grupo de estudo que não está funcionando para você. Ir bem nas provas é o mais importante.


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Estudando de forma eficiente

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Estude em blocos de 20-50 minutos. Se você tentar estudar por longos períodos de tempo, você vai se cansar facilmente e seu estudo não será muito eficaz. É muito melhor estudar em períodos curtos de 20-50 minutos. Durante este curto espaço de tempo você será capaz de se concentrar totalmente, maximizando, assim, a quantidade de informações que você absorve.
Depois de 20-50 minutos estudando um tema específico, faça uma pausa rápida de 5-10 minutos e, em seguida, passe para outro tópico. Desta forma, você vai ficar fresco e não vai se cansar do material.
Para usar este método de estudo você terá que dividir seu material de estudo em pequenos pedaços, facilmente digeríveis. Se você separar muito material para cobrir em um curto espaço de tempo, você não será capaz de aprender o material corretamente.
 
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Faça pausas frequentes. A importância de fazer pausas curtas frequentes não pode ser subestimada. Fazer uma pausa permite que seu cérebro processe toda a informação que acabou de ser absorvida e se refresque antes de começar novamente. Você deve fazer pausas de 5-10 minutos entre cada sessão de estudo de 20-50 minutos e um intervalo de 30 minutos para mais de quatro horas.
Utilizar sites de mídia social ou assistir televisão não é o melhor uso do seu tempo de intervalo. É melhor usar esse tempo para comer um lanche saudável para reabastecer seu cérebro, uma vez que ele consome glicose enquanto você estuda. .[1] amêndoas, frutas e iogurte são boas opções.
Você também deve dar uma curta caminhada do lado de fora para pegar um ar fresco. O oxigênio estimula o fluxo sanguíneo, o que ajuda a manter o cérebro em forma. Se você não pode ir para fora, tente fazer alguns alongamentos para relaxar seus membros.
 
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Divida grandes seções em pequenas tarefas gerenciáveis. Estudar pode parecer muito assustador quando você tem como objetivo aprender um tópico inteiro ao longo de uma sessão de estudo prolongada. No entanto, a tarefa será muito mais acessível se você quebrar o assunto em seções menores, que podem ser abordados em pequenas intervalos intensos.
 

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Faça anotações eficazes. Fazer suas próprias anotações personalizadas é essencial para o estudo eficaz. Notas organizadas e bem estruturadas podem ajudá-lo a estudar com muito mais eficiência, já que consultar suas próprias notas sob medida é muito mais rápido do que caçar alguma informação específica num grande livro. Ao fazer suas próprias anotações, você pode destacar as informações essenciais, eliminando qualquer material supérfluo contidas nos livros didáticos.
Ao tomar notas, tente compilar as informações mais úteis e fáceis de compreender a partir de uma variedade de livros, de apostilas do professor e notas de aula. Variando o seu material de origem, você vai produzir notas que são mais amplas em conteúdo. Isso vai ajudar você a se destacar de seus colegas durante um exame e aumentar suas chances de ir bem.
 
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Tente encontrar um método de tomar notas que funcione para você. Alguns alunos fazem cartões, outros usam canetas de cores diferentes ao escrever, enquanto outros usam uma forma abreviada. Faça o que acha certo para você, apenas certifique-se de que as notas estejam legíveis e bem organizadas.
 
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Utilize livros estrategicamente. A maioria dos estudantes universitários são bombardeados com livros didáticos, e lê-los é muitas vezes uma tarefa que eles vêm a temer. No entanto, a leitura de seus livros não precisa ser tão difícil ou demorada quanto você pensa. A chave é aprender a ler o texto de forma mais eficiente e eficaz.
Antes de mergulhar e ler o material em profundidade, tome um minuto para examinar o material vendo brevemente os capítulos que você planeja ler. Leia o título do capítulo e veja se existe um esquema que resume o conteúdo do capítulo. 

Leia quaisquer títulos, subtítulos ou palavras em negrito. Tenha uma ideia sobre o que você vai ler antes de começar.
Pergunte-se quais são os tópicos ou conceitos mais importantes do capítulo. Você pode achar que transformar cada texto sublinhado em questão seja útil. Desenvolva perguntas como Quem?, O quê?, Quando?, Onde?, Por quê?, E como?, Que você possa responder enquanto você lê. 

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Explique o material para outra pessoa.

8. Assim que você sentir que você tem uma boa compreensão do material, pergunte a um amigo ou membro da família, se você pode tentar explicar o material para eles. Se você puder explicar o material de uma forma que a outra pessoa (que não tenha estudado o assunto) possa entender, sem ficar confuso, é uma boa indicação de que você sabe seu tópico bem.
Ao colocar as informações em suas próprias palavras e falar através do tema sem a ajuda de notas, você está ajudando a fixar o conhecimento na memória.
Ser capaz de explicá-lo a alguém também prova que você realmente compreendeu a informação que você aprendeu, ao invés de apenas ter aprendido de cor.
 
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Teste a si mesmo. Depois de ter coberto todo o material que provavelmente cairá no exame final, você deve considerar fazer alguns testes práticos. Fazer testes práticos é uma excelente maneira de testar o seu conhecimento e compreensão do material.
 
Use exames de fim de semestre, questões de classe e provas de exames passados, ou peça ao seu professor para fornecer uma amostra. Exames anteriores ou amostras passadas também ajudarão você a se sentir confortável com a estrutura e formato do exame, o que pode ser de valor inestimável dia do exame.
Não se preocupe se não for tão bem no teste prático quanto você esperava. Todo o objetivo de fazer um teste prático é o de identificar os seus pontos fracos, para que você possa voltar e estudá-los um pouco mais.

 

EMOÇŌES

TEMA:  EMOÇŌES


1.Introdução

O presente trabalho é elaborado no âmbito do leccionado na disciplina de Psicologia geral que constitui uma das unidades curriculares do curso de licenciatura em Psicologia oferecido pela Faculdade de Educação da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
O trabalho debruça-se sobre o tema "Emoções", a partir deste tema foram definidos os seguintes objectivos:
1.1.Objectivo geral:
  • Compreender as emoções como comportamento de um individuo perante os estímulos.
1.1.1.Objectivos específicos:
  • Definir o conceito "emoções";
  • Explicar a natureza das emoções;
  • Distinguir as teorias das emoções;
  • Identificar os componentes das emoções;
  • Classificar as emoções;
  • Explicar as importâncias das emoções;
  • Identificar as consequências das emoções.
  • Distinguir as emoções dos sentimentos


Para a realização do trabalho, o grupo baseou-se na revisão de literaturas.
Em termos de estrutura, após esta introdução, apresenta-se, definição do conceito, natureza das emoções, teorias das emoções, componentes das emoções, classificação das emoções, importância das emoções, consequências das emoções, diferenças entre emoções e sentimentos, conclusão e referências bibliográficas.

 

2. Definição do conceito


Pinto (2001) defende que a emoção é uma experiência subjectiva que envolve a pessoa toda, a mente e o corpo. É uma reacҫão complexa desencadeada por um estímulo ou pensamento e envolve reacҫões orgânicas e sensações pessoais. É uma resposta que envolve diferentes componentes, nomeadamente uma reacҫão observável, uma excitação fisiológica, uma interpretação cognitiva e uma experiência subjectiva.
Para Davidooff (2001), as emoções são estados internos caracterizados por cognições, sensações, reações fisiológicas e comportamentos expressivos específicos.
Segundo Strongman (2004), Platão definiu emoções como facetas da existência muito mais interessantes, considerando-as produto de uma combinação da vida cognitiva superior e da sensual inferior. Também considerou que a emoção estava ligada ao prazer e a dor, e referiu diversas emoções específicas como a raiva e o medo.
De acordo com Simionato (2006), definiu emoções como respostas químicas e elétricas que viajam por nosso organismo. 
 
3. Natureza das emoções

Segundo Davidoff (2001) as emoções são feitas de componentes subjetivos, comportamentais e fisiológicos:
Componentes subjetivos ­ são dimensões como escalas classificatórias aplicáveis a todos sentimentos. Uma delas vai de agradável a desagradável, a alegria é agradável ao passo que a raiva, o medo, e o desagrado não o são. A segunda escala vai de atenção a experiência em uma ponta até a sua rejeição na outra ponta, as pessoas prestam atenção naquilo que as surpreende ou as amedronta, e elas tendem a rejeitar aquilo que as desagrada ou entristece. A terceira dimensão vai do intenso em uma ponta até o neutro na outra ponta, estas três dimensões foram descobertos em uma serie clássica de estudos por Harold Schlosberg em 1954.

Componentes comportamentais ­ durante as repostas emocionais, o comportamento incluí expressões faciais, gestos e ações.

Expressões faciais­ as expressões faciais foram estudadas mais que qualquer outro componente comportamental.
Gestos e ações ­ em crianças pequenas, as emoções costumam ser acompanhadas de comportamento previsível. (Davidoof, 2001)
Componentes fisiológicos ­ a 50 anos atrás, o fisiologista Walter Cannon (1932) sugeriu que o componente físico de uma emoção intensa que supre os animais de energia, a qual ajuda a lidar com as emergências que originaram a emoção. Por tanto as emoções foram chamadas de resposta de luta ou fuga. As mesmas alterações fisiológicas que proporcionaram mais energia também intensificam as experiências emocionais. Reações físicas tais como, tremer, corar empalidecer suar respirar rapidamente e sentir tontura emprestam as emoções uma qualidade de urgência e poder.
4.Teoria das emoções
Teoria de James­Lange ­ Wiliam James foi um dos primeiros teóricos a recomendar firmemente que os psicólogos explorassem as funções da consciência. A teoria da emoção que James (1884) desenvolveu a mais de 100 anos permanece influente até hoje. Ele e Carl Lange (1885) propuseram, independentemente, mais ou menos na mesma época, que a experiência consciente da emoção resulta da perceção que se tem da estimulação autónoma. Sua teoria inverteu o senso comum. Em outras palavras, enquanto o individuo supõe que sua pulsação aumentou porque està com medo, James e Lange argumentam que o individuo sente medo porque a sua pulsação aumentou.
A teoria de James­Lange realça os determinantes fisiológicos da emoção. De acordo com esta visão padrões diferentes de ativação autónoma conduzem a experiência de emoções distintas. Por tanto, as pessoas distinguem emoções como medo, alegria e raiva baseando se na configuração exata das reações fisicas que vivenciam.
Teoria de Cannon­Bard ­ Walter Cannon (1927) considerava a teoria da James­Lange não convincente. Cannon, que desenvolveu os conceitos de homeostase e de reação de luta ou fuga, salientou que pode ocorrer excitação fisiológica sem que haja experiência de emoção. Também argumentou que as modificações viscerais são demasiado lentas para que precedam a experiência consciente da emoção. Finalmente, argumentou que pessoas que exprime emoções muito distintas como medo, alegria e raiva, exibem padrões quase idênticos de estimulação autónoma. Cannon adoptou então, uma explicação diferente de emoção, que Philip Bard (1934) depois aperfeicoou.
A teoria resultante de Cannon Bard argumenta que a emoção ocorre quando o tálamo envia sinais simultaneamente ao cortex (criando a experiência consciente de emoção) e ao sistema nervoso autónomo (criando a estimulação visceral). Ambos estavam um pouco enganados ao definirem o tálamo como um centro neural de emoções. Portanto, são centros de emoções o sistema limbico, o hipotálamo e outras estruturas neurais, no entanto, há muitos teóricos que concordam com a noção de Cannon Bard de que as emoções tem origem em áreas sub corticais.
Teoria dos dois factores de Schachter ­ Stanley Schachter acredita que as pessoas examinam as pistas situacionais para fazer a diferenciação entre uma e outra emoção. Segundo Schachter (1964; Schachter e Singer, 1962,1979) a experiência da emoção depende de dois factores: estimulação autónoma e interpretação cognitiva da referida estmulação. Schachter propõe que quando aparece a sensação de estimulação visceral procura se a explicacao no ambiente.
Schachter concorda com a visão James­Lange de que se infere a emoção a partir da estimulação. Mas também esta de acordo com a posição de Cannon Brand de que diferentes emoções produzem padrões de estimulação indiferenciaveis. Concilia estas duas visões a partir do argumento de que, em vez de pistas internas as pessoas procuram pistas externas para distinguir e denominar suas emoções. Sugere basicamente que as pessoas pensem da seguinte forma: se estou sentindo alguma coisa, e você é detestavel, acho que estou bravo
As teorias evolucionistas da emoção ­ nos últimos anos, alguns teóricos interessados em emocão retornaram as ideias abracadas por Charles Darwin (1872), mais um seculo atrás, acreditava que as emoções se desenvolviam por causa do seu valôr adaptativo. Darwin via as emoções humanas como sendo um produto da evolucão.
Estas teorias evolucionistas consideram emoções como sendo reações inatas, em sua grande maioria, a determinados estímulos, como tal, as emoções deveriam ser imediatamente identificáveis sob a maioria das condições sem muito raciocínio, afinal os animais primitivos, que são capazes de raciocínios complexos, parecem ter poucas dificuldades em reconhecer suas emoções. Teóricos evolucionistas acreditam que as emoções se desenvolveram antes do pensamento, afirmam ainda que, o pensamento desempenha um papel relativamente pequeno na emoção, embora admitam que o aprendizado e o conhecimento possam ter alguma influência sobre as emoções humanas.
As teorias evolucionistas supõe que as emoções se originam nas estruturas sub corticais do cérebro (tais como o hipotálamo e a maior parte do sistema límbico) que evoluíram antes das áreas cérebrais superiores (no cortex) associadas com raciocínio complexo.

5. Classificação de emoções


Emoções primarias ­  

Segundo Morris & Maisto (2004) as emoções primárias são aquelas compartilhadas pelas pessoas do mundo inteiro, independentemente da cultura. Isso incluem no mínimo, o medo a raiva e o prazer, mas pode também incluir a tristeza, a repulsa e outras a maioria dos pesquisadores usa quatro critérios para identificar as emoções primárias (Plutchik 1994). A emoção tem de: ser evidente em todas as culturas, contribuir para sobrevivência, estar associada a uma expressão facial distinta e ser evidente em primatas não˗humanas 
 
Emoções secundárias 

­ de acordo com Morris & Maisto (2004) as emoções secundarias são aquelas encontradas em uma ou mais culturas, mas não em todas. Pode˗se classifica˗la amalgamações subtis das emoções. Existem muito mais emoções secundarias que primárias mas também não há consenso sobre as quais ou quantas são. 
 
.Emoções mistas 

 regularmente, as pessoas sabem que as emoções são mistas. Elas amam e odeiam a mesma pessoa. Elas receiam e anseiam pela mesma, ambivalencia pode ser a regra (Folkman e Lazarus, 1985).
As emoções não so são mistas mas como também estão ligados a motivos (Buechler e Izard, 1983, Tomkins 1979). A ligação motivo­emoção não é uma via de mão única da mesma forma que os motivos invocam emoções, as emoções geram motivos. Se as emoções mesclam­se com os motivos e outras emoções, entram as expressões no rosto das pessoas também deveriam ser mescladas. Geralmente os indivíduos precisam de outros sinais além de rosto para descobrir o que os outros estão sentindo.

Emoções voluveis 


­ as emoções humanas estão em constante mudança, afectos ou humares brandos parecem predominar (Izard e Malatesta, 1984) o psicólogo Richard Solomon (1977, 1980) acredita que o cérebro humano mantém o equilíbrio por meio de neutralização da intensidade das emoções fortes (positivas e negativas). A teoria do processo oponente de Solomon apresenta uma serie de fases:
  • Primeiramente, as experiências despertam emoções relativamente fortes
  • As emoções evocadas pelas experiências despertam automaticamente pós­ reações, as quais contrastam com as emoções .
  • Gradativamente, após reação opõe ­ se ou suprime a força do afecto que a despertou. Os dois processos oponentes da nome ao modelo
  • Depois que uma experiência termina, a emoção que havia sido directamente despertada desaparece rapidamente, a passo que a pós­ reação persiste.
  • Na recorrência das experiências similares , a emoção evocada pela experiência enfraquece, ao passo que a pós reação intensifica se.

6. Importância das Emoções

Damásio (2000) acredita que as emoções são importantes em dois processos biológicos fundamentais, que são:
  • Reacção especifica para determinada situação;
  • Homeostase.
O primeiro processo citado, percebe-se quando através das emoções manifestadas, surge a indicação de como o organismo deve agir face a uma situação de perigo por exemplo, e segundo esta tese proposta por Damásio na ausência desta leitura ou indicação por parte das emoções, o organismo dificilmente saberia como agir perante este tipo de situações.
Segundo o autor acima citado a homeostase atua na regulaҫão do estado interno do organismo, usando uma reacҫão específica, de acordo com esta tese as emoções atuam fornecendo o equilíbrio ao organismo, em suma, para Damásio as emoções são importantes na sobrevivência e adaptação do indivíduo ao meio.
Para Newen (2009) as emoções cumprem funções de grande importância, de onde destacam-se quatro (4) principais:
  • Preparam o indivíduo para acções;
  • Motivam os indivíduos para estas mesmas acções;
  • Possibilitam a avaliação de estímulos externos de forma extremamente rápida;
  • Ajuda no controle das relações pessoais.
O que se pode perceber nesta representação de Newen (2009) são a causa de preparação e motivação das pessoas, de tal maneira que estas catalizam o indivíduo na execução de acções, o que remete a crer que na sua ausência, os indivíduos não estariam motivados no quotidiano, e isto influenciaria no insucesso a nível geral ou global, no entender do autor.
O terceiro ponto citado, explica que as emoções possibilitam a avaliação de estímulos ambientais, de forma extremamente rápida, o que indica que o modo como alguém se sente, influencia directamente na sua leitura do meio, ou seja, na sua interação com o meio em que se encontra.
O último, explica um ponto ainda mais observável, de tal forma que as emoções manifestadas pelo indivíduo participam na sua relação com os outros, o que dá origem aos diversos grupos sociais que se distinguem mundo afora, sendo que o ser humano é um ser de natureza social, e o modo como um indivíduo manifesta as suas emoções o incluem ou não, num determinado meio social.

7. Consequências das Emoções

As emoções afetam o comportamento, e o modo como uma pessoa se sente, afeta o que ela faz. Portanto, as emoções têm impacto directo no modo com que alguém comporta-se. (Staats 1996)
Segundo Lang & Groos (1978; 2008;) cada emoção inclui uma tendência a determinada acção. Podem-se usar as seguintes comparaҫões como exemplo: fugir de uma situação esta relacionado ao medo, o recolhimento ou isolamento revela tristeza. Sendo assim estas tendências são adaptativas.
Para os autores acima citados as emoções negativas restringem o leque de disposições e ideias favorecendo especificamente acções que se enquadram no contexto da emoção, fugir, atacar ou recolher-se. Num dado momento segundo eles, estas restrições podem ser benéficas ao indivíduo, mas podem tornar-se características comportamentais frequentes no indivíduo e é ai que mora o perigo.
As emoções negativas, possuem um efeito tóxico no indivíduo, sendo que a sua manifestação envolve processos hormonais, cardiovasculares, ou outras formas de manifestações fisiológicas, subjectivas ou comportamentais que estão ligadas a emoção em causa. Quando estas emoções se tornam intensas e frequentes na vida de alguém, podem implicar sérios perigos a saúde, como:
  • Depressão perante tristeza intensa e frequente;
  • Quadros de dor crónica;
  • Doenças cardíacas, como alta ou baixa tensão;
  • Stress, quando estados emocionais negativos como raiva, ou tristeza manifestam-se frequentemente, e outras patologias ligadas ao estado emocional debilitado.
Acima foram citadas algumas das consequências das emoções negativas, mas existem também aquelas que podem ser consideradas positivas, apresentou­se alguns dos seus efeitos face a exposição intensa e frequente aos mesmos, e estes efeitos são:
  • O amor amplia a capacidade de curtir e interagir;
  • A alegria inclui tendência a participar de actividades físicas, sociais ou intelectuais;
  • O contentamento inclui uma tendência a integrar vivências, ou seja boas recordações.
Através destas pesquisas e observações, que vêm sendo bastante efectuadas recentemente, observou-se que as emoções negativas têm efeitos, consequências ou tendências específicas, ou seja, determinada emoção negativa possui seu efeito especifico, todavia, as emoções positivas apresentam um comportamento distinto, sendo que apresentam efeitos amplos e difusos, de acordo com as características da pessoa que as manifesta.
8. Emoções e sentimentos
As vezes, há uma confusão conceitual entre sentimentos e emoções, pois são dois processos que se relacionam, no entanto são diferentes entre si, e são usados de certa forma como se fosse o mesmo conceito.
De acordo com Damásio (2000), o que distingue essencialmente sentimento de emoção é: enquanto a primeiro é orientado para o interior, o segundo é eminentemente exterior; ou seja, o indivíduo experimenta a emoção, da qual surge um “efeito” interno, o sentimento. Os sentimentos são gerados por emoções e sentir emoções significa ter sentimentos. Na relação emoção / sentimento, Damásio diz ainda que apesar de alguns sentimentos estarem relacionados com as emoções, existem muitas que não estão, ou seja, todas as emoções originam sentimentos, se estivermos atentos, mas nem todos os sentimentos provêm de emoções.
Normalmente as emoções dificilmente conseguem ser escondidas, pois costumam ser visíveis no corpo de uma pessoa quando ela esta sentindo, por exemplo raiva, medo, tristeza ou alegria. Além disso são sensações que tem uma duração mais curta. Mas quando se trata de sentimentos, eles acontecem na mente, então podem passar despercebidos por outras pessoas e durar muito mais tempo como por exemplo é o caso de amor.


Conclusão

 
As emoçoes são reacҫões complexas desencadeadas por um estímulo ou pensamento e envolve reacҫões orgânicas e sensações pessoais. São também caracterizados por cognições, sensações. No que conserne a natureza das emoções, elas são naturalmente de diferentes componentes onde destacam ­ se componentes subjetivos, fisiológicos e comportamentais. Elas entrelaçam˗se e interagem entre si formando assim os componentes entrelaçados e interativos.
Quanto as teorias de emoções, tentou˗se explicar a origem das emoções, concordando que as emoções surgem no SN (sistema nervoso) mas concretamente nas áreas subcorticais. As emoções classificam se em: primarias que são combinações que produzem várias emoções que as pessoas vivenciam e as variações de intensidade, de salientar que existem muito mais emoções secundarias que primárias, as emoções mistas inclue as sensações opostas.
As emoções são importantes porque ajudam os organismos a enfrentar a questão de sobrevivência postas pelo ambiente, alertam-nos para o perigo, etc. Apesar de terem consequências negativas, as emoções possuem também aquelas que podem ser consideradas positivas, fez­se questão de se apresentar alguns dos seus efeitos face a exposição intensa e frequente aos mesmos. Apesar de estabelecer uma forte relação com o sentimento, as emoções são consideradas diferentes dos sentimentos.


Referências bibliográficas


  • DAVIDOOF, L. L. (2001). Introdução à Psicologia. 3ª Edição. São Paulo: Pearson.
  • DAMASIO A.R. . (2010) o cérebro criou o homem. Editora:cia das letras. São Paulo.
  • MORRIS, C. G. &Maisto, A. A. (2004). Introdução à Psicologia. 6ª Edição. São Paulo: Prentice Hall.
  • PIEDADE Pinto. Inteligência Emocional
  • SIMIONATO, M (2006) competências emocionais: o diferencial competitivo no trabalho, 6ª Edição. Rio de janeiro: qualitymark.
  • STRONGMAN, K. T. (2004) the psycology of emotion 4ª edição.




quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

COMO ENTRAR NA UEM, UP UNILURIO, ISISA, UNIZAMBEZE, etc ( PARTE 1)

COMO ENTRAR NA UEM, UP UNILURIO, ISISA, UNIZAMBEZE, etc ( PARTE 1)



 Ola amados leitores

Como de sempre, trazendo formas de ajudar muitos cidadãos, desta vez trouxemos digas de  como entrar em universidades  públicas( de moçambique)  e de  muitos  outros países.
 No caso de moçambique as vagas são inferiores em detrimento o numero de candidatos, isso quer dizer tu com o um dos candidatos de traçar planos para  que uma dessas vagas seja sua. 

 CHEGA DE PAPO VAMOS O QUE INTERESSA


 1. RACIOCINE, QUE UNIVERSIDADE FARÁS: UEM, UP UNILURIO, ISISA, UNIZAMBEZE etc

Um bom pensamento na escolha da universidade que farás ajudara na melhor preparação, pois nem todas as universidades partilha o mesmo prato de exame de admissão, com isso iras gastar pouco tempo e pouca energia facilitando a sua oraganizacao

2. ESCOLHAS CEDO O CURSO QUE PRETENDES


A escolha do curso tão cedo, ajuda o candidato a não ter uma crise psicológica chamada concurso tão cedo, ajuda o candidato a não ter uma crise psicológica chamada cofunsao  de papeis, segundo o psicólogo ERIK ERIKSON, na na qual o indivíduo não possui um único desejo, vai vadiando de curso em curso porque não encontrou e não encontrara  o curso dos seus sonhos, fazendo com que faça
muitos cursos e sem terminar nenhum. Nem sempre pode não parecer, mas nem sempre aquilo que acreditamos que devemos cursar - ou que muitas vezes nossa família nos exige que cursemos - trata-se da profissão que temos vocação ou habilidade.

3. FACA UM PLANO, MAS UM BOM PLANO DE ESTUDO


Muitos estudantes , escolhem a universidade, o curso todavia não fazem plano de estudo, caro leitor, estudar sem plano e o mesmo estar doente e não saber o que fazer e por consequentemente muitos candidatos acabam chumbando porque estudam coisas desnecessárias. Não quer dizer que ano deves estudar, mas não vale estudar sem saber o por que estas a estudar e quais são as suas metas nesses estudos. 
Um  bom plano de estudo proporciona melhores rendimento. Outros candidatos não estudam muito mas devido ao seu bom plano de estudo acabam ingressando na universidade.

                                    CONTINUA NA PARTE 2

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE NO SER HUMANO


 

fonte da foto: https://www.google.com/search?q=personalidade&tbm=isch&source=lnms&sa=X&ved=0ahUKEwiS7obFvYjfAhU3UBUIHYO8Dj0Q_AUICygC#

 

 

1- Introdução

Este é um trabalho elaborado no âmbito da leccionação da disciplina de Psicologia Geral que constitui uma das unidades curriculares do curso da licenciatura em Psicologia, oferecido pela Faculdade de Educação da Universidade Eduardo Mondlane.
Com base no tema Personalidade, o grupo definiu os seguintes objectivos:

1.1- Objectivo geral:

  • Compreender a personalidade como qualidade individual.
      1. Objectivos específicos:

  • Definir o Conceito Personalidade.
  • Explicar o processo de formação da personalidade .
  • Identificar os factores que influenciam para a formação da personalidade .
  • Distinguir as propriedades da personalidade.
  • Identificar as técnicas usadas na mensuração da personalidade.
  • Distinguir as teorias da personalidade. 

Para a elaboração do trabalho, o grupo baseou-se na revisão da literatura.
Estruturalmente, além desta introdução, apresenta-se a definição do conceito, formação da personalidade, factores que influenciam para a formação da personalidade, propriedades da personalidade, teorias da personalidade, a conclusão e por fim as referências bibliográficas.

2- Definição do Conceito

 

Personalidade, etimologicamente, vem da palavra latina persona que na antiguidade Greco-romana significava a máscara usada no palco pelos actores de teatro. Com o tempo, persona incorporou outros significados como o papel representado pelo actor, depois desempenhou uma função social e finalmente um cidadão, portador de determinados direitos e deveres no direito romano. O estudo científico da personalidade iniciou-se tardiamente a partir da década de 30 e até essa altura era abordada por teólogos, filósofos, escritores de romances e de teatro, fisiologistas e psicanalistas (Pinto, 2001).
Segundo Pinto (2001) a personalidade refere-se ao padrão de comportamentos, modos de pensar e de sentir que permite distinguir uma pessoa de outra e que apresenta uma certa estabilidade ao longo do tempo.
Para Davidoff (2001) a personalidade é um construto sumário, que inclui pensamentos, motivos, emoções, interesses, atitudes, capacidades e outros. Os psicólogos contemporâneos referiam-se à personalidade como os padrões consistentes e duradouros de percepção, pensamento, sentimento e comportamento que dão às pessoas identidade distinta.
De acordo com Weiten (2002) o conceito de personalidade é utilizado para explicar a estabilidade no comportamento de uma pessoa ao longo dos anos e em diferentes situações e para explicar as diferenças de comportamento entre as pessoas ao reagir à mesma situação. Numa mesma ideia, podemos concluir que, personalidade refere-se à constelação singular de traços de comportamento consistentes de um indivíduo.
Traços de personalidade são uma tendência duradoura a comportar-se de uma determinada forma em uma diversidade de situações. Adjectivos como honesto, digno de confiança, temperamental, impulsivo, ansioso, excitável, dominador e amigável descrevem tendências que dominam traços de personalidade. O teórico da personalidade Gordon Allport pesquisou em um extensor dicionário e encontrou mais de 4500 traços de personalidade, que de entre esses, um pequeno número de traços fundamentais determina outros, mais superficiais (Weiten, 2002).

3- Formação da personalidade

Davidoff (2001) acreditava que a personalidade é moldada pelas primeiras experiências da vida e é construída pelas situações que o indivíduo enfrenta. Tudo o que ocorre na vida de um indivíduo influencia as características da sua personalidade. A personalidade é formada durante as etapas do desenvolvimento pelas quais passa a criança desde a gestação. Essa formação inclui tanto os elementos genéticos herdados (temperamento) como também os adquiridos do meio ambiente na qual a criação será inserida.

3.1- Etapas de formação da personalidade

  • Infância
Segundo Mwamwenda (2005) a infância inclui o período desde o nascimento até aos dois ou três anos. Durante este período, o principal alimento da criança é o leite materno, complementado por alimentos mais sólidos à medida que vão crescendo. A maioria dos bebés africanos dorme na cama dos seus pais, o que lhes dá calor e presença humana constante e consolida a ligação emocional entre mãe e bebé, o que demostra ser fundamental para o desenvolvimento das crianças.
  • Adolescência
Para Mwamwenda (2005) a adolescência é um período fascinante, interessante e desafiante do crescimento e desenvolvimento dos humanos. Ocorrem grandes mudanças físicas, sociais, emocionais, fisiológicas e psicológicas. É durante essa fase que o adolescente procura e consolida a sua identidade. O jovem tenta alcançar estatuto especial assim como reconhecimento.
  • Idade adulta
De acordo com Mwamwenda (2005) a vida adulta começa quando se completa a adolescência e termina com o início da velhice. Adulto é uma pessoa que aceita e se implica em responsabilidades que lhe são atribuídas e que está em uma posição de tomar decisões sociais viáveis, ainda, que é capaz de integrar e manter uma personalidade estável.

  • Velhice
Segundo Mwamwenda (2005) a velhice é marcada pelo final da vida adulta, onde o indivíduo recebe a reforma. A pessoa não manifesta positivamente em relação a esta fase. Durante a velhice a pele fica rugosa e com pregas. Os seus sentidos tornam-se menos precisos e o seu funcionamento fisiológico pode ser menos eficiente.
Para Davidoff (2001) as características desenvolvidas ao longo dessas fases se manifestam quando há uma interacção do indivíduo com o meio (Ex: As relações dos indivíduos uns com os outros dependerá da estrutura psíquica desses indivíduos e das experiências por eles vivenciados).

4- Factores que influenciam para a formação da personalidade

De acordo com Woodworth&Marquis (1975) os factores que concorrem para a formação da personalidade são:
  • Factores biológicos
A formação da personalidade é influenciada pelo passado ancestral da humanidade. Segundo ele, o Homem nasceu com muitas predisposições ligadas aos seus ancestrais que incluem a dotação genética e temperamento.
  • Factores sociais
Em cada cultura há características que são adquiridas pelas crianças desde muito cedo. As socializações, isto é, as experiências dos indivíduos uns com os outros contribuem para a formação da personalidade. A personalidade é produto da aprendizagem social. O modo de vida do indivíduo permite com que ele manifeste cansaço, frustração, ansiedade, calma ou bom humor.
  • Factores psicológicos
A forma de pensar de um indivíduo desencadeia acções que se reflectem na sociedade.

5- Propriedades da personalidade

As propriedades da personalidade para Hansenne (2003) são:
  • O temperamento
Temperamento é um traço inato da personalidade que aparece desde a infância. Os temperamentos têm uma base biológica, representando a dimensão afectiva e emocional da personalidade; eles surgem precocemente na nossa vida, continuando a desempenhar um papel na vida adulta. Os temperamentos podem ser modificados pela experiência, apesar da base hereditária que apresentam.
  • O carácter
Carácter é a maneira habitual de reagir, própria de cada pessoa. O termo é geralmente utilizado para demonstrar um certo juízo moral. Allport manifesta uma certa preferência pelo termo traço relativamente à noção de carácter. O carácter não é influenciado pela hereditariedade, mas pela acção do meio ambiente. Sendo assim, o carácter traduz igualmente a ideia de disposições duradouras, que aparecem mais tarde na vida do indivíduo, e que modulam os temperamentos de base.
  • A aptidão
Aptidão é uma estrutura potencial que permite o desenvolvimento de uma capacidade, isto de forma natural ou através do exercício.


6- Mensuração da personalidade

De acordo com Pinto (2001) a mensuração da personalidade está relacionado com a perspectiva psicodinâmica, que destaca os testes projectivos; a perspectiva humanista, que valoriza a compreensão empática e terapia não-directiva; a perspectiva dos traços, que recorre a inventários e questionários; a perspectiva situasionista e interaccionista, que analisa amostras de comportamento em situações reais ou simuladas.
Assim, para Pinto (2001) os tipos de métodos aplicados na mensuração são:
  • Testes projectivos
A perspectiva psicodinâmica acredita que esta é a melhor técnica para revelar motivações incoscientes. Os testes projectivos mais conhecidos são o teste de Rorschach e o TAT (Thematic Apperception Test).
O teste de Porschach é constituído por 10 manchas simétricas ou borrões de tinta, a preto e a cor e foi incialmente publicado por H.Rorschach.
O TAT é contituído por 31 figuras (uma delas em branco) e foi publicado por Murray em 1938. Algumas das figuras são aplicads especificamente a crianças, homens ou mulheres. Em geral o examinador usa apenas um conjunto de 10 figuras. As figuras retratam cenas ambíguas (ex: um menino a olhar para um violino em cima da mesa) e a tarefa do sujeito é descrever uma história que inclua os antecedentes e as consequências da situação actualmente representada pela figura. Através da história narrada é possível obter informações sobre a necessidade de afiliações, relacionamento social, rejeição, agressividade, domínio e motivação para a realização.
  • Questionários e inventários
A perspectiva dos traços de personalidade usa inventários e questionários formados por várias escalas de forma a avaliar a presença e grau de intensidade dos diferentes traços. Estes instrumentos são constituídos por um conjunto de perguntas de auto-avaliação que se agrupam sob diferentes categorias ou factores (extroversão, dominância, imaginação) a que as pessoas geralmente respondem: verdadeiro, falso ou não sei.
Os questionários mais conhecidos resultantes da teoria de traços são o Questionário de Eysenck, o Inventário “16 PF” de Cattell e o Inventário NEO-PI-R dos “cinco factores” de Costa e McCrae.

  • Testes de complemento de sentenças
Os testes de complemento de sentenças oferecem fragmentos que devem ser terminados, o examinador analisa as respostas informalmente, procurando sinais de emotividade ou atitudes perante figuras significativas da vida e do passado, fontes de conflito, estilo de linguagem e problemas pessoais.
  • Testes de desenho e figuras
Os testes de desenho tendem a ser usados com crianças, embora o conhecimento sobre o desenho de crianças normais esteja apenas começando a ser reunido. Os desenhos são considerados simbólicos. Desenhar figuras pequenas, por exemplo, é significado de sentir-se pequeno e inadequado; distorções e omissões são considerados expressões de conflitos; linhas fortes reflectem energia e linhas fracas a falta de vitalidade.
Para Davidoff (2001) os instrumentos usados na mensuração da personalidade são:
  • Entrevistas
As entrevistas podem ser consideradas observações participantes porque o entrevistador actuando como terapeuta, é tanto observador quanto participante. Na abordagem freudiana ortodoxa pedem aos pacientes para que façam associações livres e digam o que lhes vem à cabeça, colocando o entrevistador atento a sinais de conflito na infância, a medos e a impulsos proibidos dos quais o paciente nãotem consciência.
  • Técnica Q
É um teste objectivo de personalidade, isto é, minimamente influenciado pelas intuições do observador. Neste teste, um examinador solicita aos participantes do teste que usem palavras, frases ou sentenças para descrever alguém (geralmente eles próprios) de acordo com regras específicas.

  • Estudos de casos
Depois de conduzir entrevistas, os observadores psicodinâmicos às vezes elaboram estudos de caso. Os estudos de caso compreendem a coleta de dados pormenorizados, quase sempre de natureza muito pessoal, a respeito do comportamento de um indivíduo ou grupo. Retratam a mudança e a continuidade com o tempo. Os estudos de caso servem claramente a função didática também. Fornecem ilustrações excelentes de como um princípio específico aplica-se a uma situação da vida real.

7- Teorias da personalidade

Segundo Morris&Maisto (2004) as teorias da personalidade são:
  • Teorias psicodinâmicas
As teorias psicodinâmicas foram defendidas por Freud, Adler, Jung e Erikson. As teorias psicodinâmicas da personalidade consideram que o comportamento é o resultado das dinâmicas psicológicas internas de cada indivíduo. Frequentemente essas dinâmicas são processos inconscientes.
  • Teorias humanistas
A teoria humanista da personalidade enfatiza que somos positivamente motivados e progredimos em direcção a níveis mais altos de funcionamento. Essas teorias valorizam as experiências mentais subjectivas da pessoa e a necessidade que estas sentem de expandirem as suas fronteiras pessoais e de realizarem ao máximo as suas potencialidades. Seus principais representantes eram: Carl Rogers e Abraham Maslow.


  • Teorias dos traços
Uma teoria dos traços tem por objectivo determinar o perfil dos traços característicos de uma pessoa, o que diferencia uma pessoa da outra e o que torna única.
A personalidade seria constituída por um conjunto de traços que caracterizaria o comportamento geral das pessoas. Esta teoria foi defendida por Gordon Allport, Hans Eysenk e Raymond Cattell.
  • Teorias behavioristas
Para o behaviorismo, a personalidade resume-se ao comportamento. É este comportamento no dia-a-dia que define a nossa personalidade. Defendiam que são as situações passadas que definem a personalidade e não os traços específicos da personalidade da pessoa, pois as situações passadas foram um objecto de reforço ou de punição.

8- Conclusão

Este trabalho permitiu uma longa investigação sobre a personalidade e uma reflexão sobre esta.
Concluímos que a Personalidade é um termo abstrato que enquadra o conjunto de características comportamentais de um indivíduo e que demonstra uma tendência duradoura a comportar-se de uma forma e numa diversidade de situações.
A personalidade é formada ao longo da vida de um indivíduo, corresponde a três fases: a infância, a adolescência, a idade adulta e a velhice.
A formação da personalidade é influenciada pelos factores biológicos, sociais e psicológicos, onde as carcterísticas físicas e os aspectos culturais que nos seguem desde o nascimento influenciam na estruturação da personalidade.
As propriedades da personalidade são três: o temperamento, o carácter e a aptidão.
A personalidade é mensurável. Para medi-la os psicólogos utilizam os testes projectivos, os questionários e inventários, os testes de completamento de sentenças, os testes de desenho e figuras, as entrevistas, a técnica Q e o estudo de caso.
As teorias da personalidade são: teorias psicodinâmicas, teorias humanistas, teorias dos traços e a teoria behaviorista.

9- Referências bibliográficas

  • Davidoff, L. L. (2001). Introdução à Psicologia. 3 Edição. São Paulo: Pearson
  • Hansenne, M. (2003). Psicologia da personalidade. 1ᵃ Edição. Lisboa: Climapsi
  • Morris, C. G. & Maisto, A. A. (2004). Introdução à Psicologia. 6 Edição. São Paulo: Prentice Hal
  • Mwamwenda, S. T. (2005). Psicologia Educacional: Uma Perspectiva. Texto Editores
  • Pinto, A. C. (2001). Psicologia Geral. 1ᵃ Edição. Lisboa: Universidade aberta
  • Weiten, W. (2002). Introdução à Psicologia. 4ᵃ Edição. EUA: Thomson Pioneira
  • Woodworth, R. S & Marquis, D. G. (1975). Psicologia. 10ᵃ Edição. São Paulo: Editora Nacional