1 INTRODUÇÃO  As relações mantidas pelas pessoas englobam uma série de factores psíquicos, que nos remetem a fazer análises e a sinteti...

segunda-feira, 15 de abril de 2019

1 INTRODUÇÃO 


As relações mantidas pelas pessoas englobam uma série de factores psíquicos, que nos remetem a fazer análises e a sintetizar teorias a todo momento e são essas teorias que de certa maneira conduzem a convivência entre os seres humanos ou seja a sociedade.

Este trabalho debruça-se sobre uma das teorias da personalidade, a teoria psicossocial enquadrada na disciplina de psicologia geral que constitui uma das unidades curriculares do curso de licenciatura em psicologia, oferecido pela faculdade de educação da Univerdade Eduardo Mondlane para melhor compreesão do tema, o grupo definiu os objectivos abaixo:



1 Conceito De Personalidade


Segundo Hansenne (2003), personalidade é a organização dinâmica, no seio do individuo, de sistemas psicofísicos que determinam o seu comportamento característico e os seus pensamentos.

Personalidade é a identidade distinta formada de padrões relativamente consistentes e duradouros de perceção, pensamento, sentimento e comportamento (Morris & Maisto, 2004).

2 Conceito de estádio psicossocial


De acordo com Davidoff (20 01), é o estádio em que os conflitos sociais precisam ser enfrentados e resolvidos e cujas soluções expressam a saúde mental.

3 Biografia de Erik Erickson


Erik Erickon nascido em 15 de junho de 1902 no sul da Alemanha, foi criado por sua mãe e seu padrasto, mas permaneceu com dúvidas acerca da identidade verdadeira do seu pai biológico. Para descobrir o seu lugar na vida, Erik aventurou-se longe de casa durante o final da sua adolescência, dotando o estilo de vida de um artista e poeta ambulante.

Erik depois de quase sete anos retornou para sua casa, nesse mesmo período recebeu um convite do seu amigo Piter Blos para lecionar uma escola nova em Viena onde um dos fundadores era Anna Freud. Em Viena Erik conheceu e casou-se com Joan Serso, uma dançarina, artista e professora nascida no Canadá. Eles tiveram 4 filhos, desenvolveu aos poucos uma teoria da personalidade, distinta mas não incomparável com a de Freud, publicou em 1950  Childhood and Society. Em 1960, retornou a Harvard e, pelos 10anos seguintes, manteve uma careira activa, escrevendo, fazendo palestras e atendendo alguns pacientes. Ao longo de todas essas mudanças, Erickon continuou a procurar o nome do seu pai. Faleceu em 12 de maio de 1994, aos 91 (Feist, 2006).

4. Pressupostos da teoria psicossocial sobre a formação da personalidade


De acordo com (Morris, 2004), Erickson concordava com muitos dos pensamentos de Freud sobre o desenvolvimento sexual e a influência das necessidades libidinosas. Mas também considerava muito importante a qualidade da relação entre pais e filhos, uma vez que a família constitui o primeiro contacto com a sociedade. As crianças desenvolverão um sentido seguro de identidade somente se sentirem-se competentes e valorizadas aos seus olhos e aos olhos da sociedade. Desse modo, Erickson mudou o foco da teoria da personalidade de Freud para o desenvolvimento do ego. Estudos recentes dos conceitos do Erickson de identidade, intimidade e produtividade reafirmam a importância dessas ideias centrais no desenvolvimento da personalidade.
5 Fases ou estádios de desenvolvimento psicossocial da personalidade
Na lista a seguir, apresentamos uma breve descrição dos 8 estádios do desenvolvimento da personalidade de Erickson:

1º Estádio: confiança básica x desconfiança básica (0 aos 18 meses) primeira idade

Durante o primeiro ano de vida, os bebés ficam divididos entre confiar ou não confiar nos pais. Se suas necessidades em geral são atendidas, eles começam a confiar no ambiente e em si próprios. Esse processo leva à confiança na previsibilidade do ambiente e ao optimismo em relação ao futuro. Bebés frustrados tornam-se desconfiados, temerosos e demasiadamente preocupados com a sua segurança (Morris & Maisto, 2004).

2º EstádioAutonomia x vergonha (2 aos 3anos)

Durante os primeiros três anos, à medida que se desenvolvem fisicamente, as crianças adquirem autonomia e começam a explorar seu ambiente. Aprendem a andar, agarrar objectos e controlar suas funções excretoras. Se a criança falha sucessivamente em dominar essas habilidades, duvida de si própria.
 Uma reacção à dúvida de sua capacidade é a prática de obedecer de maneira compulsiva as rotinas fixas. No outro extremo, está a rejeição hostil a todos os controles, internos e externos. De modo análogo, os pais ou outros adultos depreciam os esforços da criança, ela pode começar a sentir vergonha e adquirir um sentimento persistente de inferioridade (Morris & Maisto, 2004). 

3º EstádioIniciativa x culpa (3 aos 6anos)


Entre os três e os seis anos, as crianças tornam-se cada vez mais activas: iniciam novos projectos, manipulam coisas no ambiente, fazem planos e superam novos desafios. O apoio e incentivo dos pais a essas iniciativas levam a uma sensação de alegria ao tomá-los e assim enfrentar novos desafios. Entre tanto, se a criança for punida por tais iniciativas, sentimentos fortes de culpa, ressentimento e desmerecimento podem surgir e persistir (Morris & Maisto, 2004).


4º Estádio: Domínio x inferioridade (6 aos 12)


Durante os próximos seis ou sete anos, as crianças encontram uma nova serie de expectativas em casa e na escola. Elas devem aprender as habilidades necessárias incluindo o cuidado pessoal, o trabalho produtivo e independência social para tornar-se adultos completos. Se forem tolhidas em seu esforço para tornar-se parte do mundo adulto, podem concluir que são incapazes, medíocres ou inferiores e perder a confiança no seu poder de tornar-se auto-suficientes (Morris & Maisto, 2004).


5º Estádio: Identidade x confusão de papel (12 aos 18anos)


Na puberdade, a infância chega ao fim e as responsabilidades adultas aparecem logo a frente. O problema crucial nesse estádio é o encontro da própria identidade. Na visão de Erickson, a identidade seria alcançada por meio da integração de vários papeis-de alunos, irmão ou irmã, amigo e assim por diante-em um padrão coerente que daria ao jovem uma sensação de continuidade inferior. O insucesso em construir a identidade levaria a confusão de papel e ao desespero (Morris & Maisto, 2004).

6º Estádio: Intimidade x isolamento (18 aos 30 anos)


Durante os primeiros anos de vida adulta, os homens e as mulheres têm de resolver um novo problema crucial: a questão da intimidade. Erickon argumentava que, para amar alguém, precisamos antes de mais nada resolver nossa própria identidade. Para estabelecer um relacionamento íntimo, os amantes devem ser confiantes, autónomos e capazes de iniciativa, alem de exibir outros indicativos e maturidade. O insucesso com a intimidade leva a uma sensação dolorosa de solidão e incompletude (Morris & Maisto, 2004).
7º Estádio: produtividade x estagnação (30 aos 60 anos)
Para o adulto que tem aproximadamente entre 25 a 60 anos, o desafio é permanecer produtivo e criativo em todos os aspectos da vida. As pessoas que souberam transpor os seis estádios anteriores com sucesso têm mais probabilidade de encontrar o sentido e a alegria na maioria dos aspectos-carreira, família e comunidade. Para as que não souberam, a vida torna-se uma rotina entediante, e elas sentem-se rancorosas e enfadonhas (Morris & Maisto, 2004).


8º Estádio: Integridade do ego x desespero (após os 60 anos)


Com a aproximação da terceira idade, as pessoas devem procurar aceitar a aproximação da morte. Para algumas, esse é o período de desespero pela perda de papéis anteriores, tais como de pai ou profissionais. Mesmo assim, de acordo com Erickson, esse estádio representa uma oportunidade para atingir o “eu” pleno. Isso implica a aceitação da vida e um senso de integridade e satisfação. As pessoas que a atingem a maturidade total, resolvendo conflitos nos estádios anteriores, têm a integridade para lidar com a morte sem medo (Morris & Maisto, 2004).

5· Distinção entre a teoria psicossocial e a teoria psicossexual

As principais diferenças entre a teoria psicossocial e a psicossexual são:
Na teoria psicossocial enfatiza-se a qualidade da relação entre pais e filhos na formação da personalidade, segundo essa teoria, as crianças desenvolverão um sentido seguro de identidade somente se sentirem-se competentes, valorizadas aos seus olhos e aos olhos da sociedade, enquanto na teoria psicossexual considera-se o factor mais importante no desenvolvimento da personalidade o instinto sexual e Freud afirmou que a personalidade forma-se ao redor de três estruturas o id, ego e o superego (Morris & Maisto, 2004).

7. CONCLUSÃO

Após o trabalho realizado, o grupo concluiu-se que:
Personalidade é a identidade distinta formada de padrões relativamente consistentes e duradouros de perceção, pensamento, sentimento e comportamento. Segundo Erikson as crianças desenvolverão um sentido seguro de identidade somente se sentirem-se competentes e valorizadas aos seus olhos e aos olhos da sociedade.

As fases de desenvolvimento da personalidade segundo Erik Erikson são: confiança x desconfiança; autonomia x vergonha; iniciativa x culpa; domínio x inferioridade; identidade x confusão de papéis; intimidade x isolamento; produtividade x estagnação e integridade do ego x desespero.

A teoria psicossocial enfatizava a importância da relação entre pais e filhos na formação da personalidade e sua teoria ao desenvolvimento da personalidade em oito estágios enquanto, que na teoria psicossexual considera-se o factor mais importante no desenvolvimento da personalidade o instinto sexual.



8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Davidoff, L. ( 2001). Introdução a psicologia.3ª edição. São paulo: Pearson Makron Books.
Fest, G & J (2008). Teorias da personalidade.6ª edição. São paulo:  McGraw-Hill.
Hansenne, M. (2003). Psychologie de la personnalite. 1st Editions De Boeck Université. Rue des Minimes, 39, B-1000 Bruxelles.
Morris, C. G. & Maisto, A. A. (2004). Introdução a Psicologia. 6ª Edição. São Paulo: Prentice Hal.